O portal Marisco News recebeu, nos últimos dias, um volume significativo de denúncias de mulheres que relatam agressões praticadas por companheiros no município de Penha. Os relatos, enviados de forma espontânea, indicam uma possível escalada nos casos de violência doméstica na região.
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Entrar no GrupoDados do painel de Violência Contra a Mulher em Santa Catarina, contabilizados até março de 2026, apontam que já foram registrados 12 casos de feminicídio no estado neste ano. A maioria das vítimas tinha entre 35 e 39 anos e, em grande parte dos casos, era ex-companheira do agressor.
Outro dado que chama atenção é que, em 83,3% dos casos de assassinatos de mulheres, as vítimas não possuíam boletim de ocorrência contra o autor da violência. O cenário reforça a preocupação de especialistas e evidencia a subnotificação desse tipo de crime.
De acordo com uma advogada ouvida pela reportagem, o registro da denúncia é um passo fundamental para interromper o ciclo de violência.
— Quando elas registram um boletim de ocorrência, já ocorreu o primeiro passo, que é o de se reconhecer em situação de violência doméstica. A partir do momento que ela começa a se reconhecer nessa situação, ela toma certas medidas para que isso não venha a culminar no feminicídio, que é onde finaliza a violência contra a mulher. É o ponto final da violência — destacou.
A orientação das autoridades é que vítimas ou testemunhas procurem ajuda e formalizem a denúncia, seja por meio da Polícia Militar, Polícia Civil ou canais oficiais de atendimento à mulher. Em casos de emergência, o acionamento deve ser imediato.
O aumento das denúncias em Penha serve como alerta para a necessidade de conscientização, apoio às vítimas e atuação rápida das autoridades para evitar que novos casos evoluam para tragédias.
