Após quase três décadas de espera, a Justiça definiu a responsabilização pelo assassinato de José Lídio da Costa, conhecido como Zé Lídio, ex-vereador de Armação do Itapocorói, em Penha. O acusado pelo crime foi condenado a 18 anos de reclusão, em regime fechado, pelo Tribunal do Júri da Comarca de Comodoro, no Mato Grosso, na noite desta terça-feira (1º).
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Entrar no GrupoO crime aconteceu em 1998 e marcou a família do ex-vereador. Segundo a denúncia, Zé Lídio foi vítima de uma emboscada e morto a tiros dentro de um veículo, onde estavam também seus filhos Aquiles e Diana e sua esposa Rosângela Schneider da Costa.
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Durante o julgamento, os jurados reconheceram o motivo torpe e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Não foram reconhecidas circunstâncias que aumentassem ou reduzissem a pena. O condenado também não poderá recorrer em liberdade.
Familiares e amigos de Zé Lídio viajaram até o Mato Grosso para acompanhar o julgamento. Entre eles estavam os filhos Aquiles da Costa, ex-prefeito de Penha, e Diana, que vive no exterior e ainda era criança quando perdeu o pai.
Zé Lídio havia encerrado seu mandato como vereador pelo então PMDB e deixado Santa Catarina em busca de novas oportunidades. No Mato Grosso, passou a viver e trabalhar antes de ser assassinado.
Em 3 de maio de 1998, ele foi atingido por três disparos durante uma emboscada em Nova Lacerda (MT). Conforme relatos da família, o crime teria relação com uma desavença envolvendo a extração e comercialização de palmitos. Ele chegou a ser levado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.
A família foi representada pela advogada Samantha Andrade, de Balneário Piçarras, que atuou em conjunto com o Ministério Público durante o julgamento.
O processo chegou ao Tribunal do Júri após 28 anos. De acordo com Aquiles da Costa, mudanças de endereço do acusado dificultaram o cumprimento das notificações judiciais e contribuíram para a demora.
“Hoje, finalmente, podemos dizer: a justiça foi feita. Nada será capaz de trazer Zé Lídio de volta, mas saber que o responsável foi condenado traz um pouco de paz ao coração de todos que amam e lutaram por ele”, afirmou Aquiles.
A família também criou a página “Justiça por Zé Lídio” nas redes sociais para preservar a memória do ex-vereador. O espaço reuniu depoimentos sobre a trajetória e o legado deixado por ele, que também atuou como bancário do extinto Besc e da Caixa Econômica Federal. Segundo Aquiles, parte dos relatos foi utilizada durante o julgamento.
“Zé Lídio não foi esquecido. Sua história foi ouvida. Sua família foi ouvida”, declarou.



