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Após 28 anos, assassino de Zé Lídio, ex-vereador de Penha, é condenado a 18 anos de prisão

O crime aconteceu em 1998 e marcou a família do ex-vereador
Por Matheus Carvalho - Santa Catarina
02/09/2026 08h57 - Atualizado em 02/09/2026 08h58

Após quase três décadas de espera, a Justiça definiu a responsabilização pelo assassinato de José Lídio da Costa, conhecido como Zé Lídio, ex-vereador de Armação do Itapocorói, em Penha. O acusado pelo crime foi condenado a 18 anos de reclusão, em regime fechado, pelo Tribunal do Júri da Comarca de Comodoro, no Mato Grosso, na noite desta terça-feira (1º).

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O crime aconteceu em 1998 e marcou a família do ex-vereador. Segundo a denúncia, Zé Lídio foi vítima de uma emboscada e morto a tiros dentro de um veículo, onde estavam também seus filhos Aquiles e Diana e sua esposa Rosângela Schneider da Costa.

Durante o julgamento, os jurados reconheceram o motivo torpe e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Não foram reconhecidas circunstâncias que aumentassem ou reduzissem a pena. O condenado também não poderá recorrer em liberdade.

Familiares e amigos de Zé Lídio viajaram até o Mato Grosso para acompanhar o julgamento. Entre eles estavam os filhos Aquiles da Costa, ex-prefeito de Penha, e Diana, que vive no exterior e ainda era criança quando perdeu o pai.

Zé Lídio havia encerrado seu mandato como vereador pelo então PMDB e deixado Santa Catarina em busca de novas oportunidades. No Mato Grosso, passou a viver e trabalhar antes de ser assassinado.

Em 3 de maio de 1998, ele foi atingido por três disparos durante uma emboscada em Nova Lacerda (MT). Conforme relatos da família, o crime teria relação com uma desavença envolvendo a extração e comercialização de palmitos. Ele chegou a ser levado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.

A família foi representada pela advogada Samantha Andrade, de Balneário Piçarras, que atuou em conjunto com o Ministério Público durante o julgamento.

O processo chegou ao Tribunal do Júri após 28 anos. De acordo com Aquiles da Costa, mudanças de endereço do acusado dificultaram o cumprimento das notificações judiciais e contribuíram para a demora.

“Hoje, finalmente, podemos dizer: a justiça foi feita. Nada será capaz de trazer Zé Lídio de volta, mas saber que o responsável foi condenado traz um pouco de paz ao coração de todos que amam e lutaram por ele”, afirmou Aquiles.

A família também criou a página “Justiça por Zé Lídio” nas redes sociais para preservar a memória do ex-vereador. O espaço reuniu depoimentos sobre a trajetória e o legado deixado por ele, que também atuou como bancário do extinto Besc e da Caixa Econômica Federal. Segundo Aquiles, parte dos relatos foi utilizada durante o julgamento.

“Zé Lídio não foi esquecido. Sua história foi ouvida. Sua família foi ouvida”, declarou.

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Justiça

Após 28 anos, assassino de Zé Lídio, ex-vereador de Penha, é condenado a 18 anos de prisão

O crime aconteceu em 1998 e marcou a família do ex-vereador

Por Matheus Carvalho 02/09/2026 08h57 • Atualizado há 43 minutos
Após 28 anos, assassino de Zé Lídio, ex-vereador de Penha, é condenado a 18 anos de prisão

Após quase três décadas de espera, a Justiça definiu a responsabilização pelo assassinato de José Lídio da Costa, conhecido como Zé Lídio, ex-vereador de Armação do Itapocorói, em Penha. O acusado pelo crime foi condenado a 18 anos de reclusão, em regime fechado, pelo Tribunal do Júri da Comarca de Comodoro, no Mato Grosso, na noite desta terça-feira (1º).

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O crime aconteceu em 1998 e marcou a família do ex-vereador. Segundo a denúncia, Zé Lídio foi vítima de uma emboscada e morto a tiros dentro de um veículo, onde estavam também seus filhos Aquiles e Diana e sua esposa Rosângela Schneider da Costa.

Durante o julgamento, os jurados reconheceram o motivo torpe e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Não foram reconhecidas circunstâncias que aumentassem ou reduzissem a pena. O condenado também não poderá recorrer em liberdade.

Familiares e amigos de Zé Lídio viajaram até o Mato Grosso para acompanhar o julgamento. Entre eles estavam os filhos Aquiles da Costa, ex-prefeito de Penha, e Diana, que vive no exterior e ainda era criança quando perdeu o pai.

Zé Lídio havia encerrado seu mandato como vereador pelo então PMDB e deixado Santa Catarina em busca de novas oportunidades. No Mato Grosso, passou a viver e trabalhar antes de ser assassinado.

Em 3 de maio de 1998, ele foi atingido por três disparos durante uma emboscada em Nova Lacerda (MT). Conforme relatos da família, o crime teria relação com uma desavença envolvendo a extração e comercialização de palmitos. Ele chegou a ser levado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.

A família foi representada pela advogada Samantha Andrade, de Balneário Piçarras, que atuou em conjunto com o Ministério Público durante o julgamento.

O processo chegou ao Tribunal do Júri após 28 anos. De acordo com Aquiles da Costa, mudanças de endereço do acusado dificultaram o cumprimento das notificações judiciais e contribuíram para a demora.

“Hoje, finalmente, podemos dizer: a justiça foi feita. Nada será capaz de trazer Zé Lídio de volta, mas saber que o responsável foi condenado traz um pouco de paz ao coração de todos que amam e lutaram por ele”, afirmou Aquiles.

A família também criou a página “Justiça por Zé Lídio” nas redes sociais para preservar a memória do ex-vereador. O espaço reuniu depoimentos sobre a trajetória e o legado deixado por ele, que também atuou como bancário do extinto Besc e da Caixa Econômica Federal. Segundo Aquiles, parte dos relatos foi utilizada durante o julgamento.

“Zé Lídio não foi esquecido. Sua história foi ouvida. Sua família foi ouvida”, declarou.