No Dia do Pescador, contamos a história do Sr. Joaquim, morador do bairro Gravatá, em Penha, conhecido entre os colegas como “Por mim”, um apelido que carrega a simplicidade de quem viveu o mar de verdade.
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Entrar no GrupoNascido em 1938, no bairro Santa Lídia, Joaquim hoje tem 82 anos e uma história de vida construída com muito trabalho e luta. O mais velho de 18 irmãos, ele precisou deixar os estudos ainda cedo para ajudar no sustento da família.
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Durante décadas, viveu da pesca artesanal e se tornou especialista em espécies como pampo, corvina, pescada e camarão sete-barbas. O trabalho o levou a conhecer diferentes regiões do país, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Entre tantas memórias do mar, ele relembra uma das mais marcantes: uma tempestade que durou cerca de 12 horas em alto mar, tão forte que, segundo ele, chegou a causar grandes danos até em terra, incluindo o arrancamento de uma antiga figueira onde hoje fica a Casan.
Homem de fé, Joaquim sempre teve em Nossa Senhora dos Navegantes sua grande proteção e guia ao longo da vida no mar.
A trajetória também foi marcada por desafios. Após pisar em um ouriço-do-mar, ele teve complicações e precisou passar por uma amputação de uma das pernas. Ainda assim, nunca perdeu a conexão com o oceano, chegando a sonhar com os tempos de pesca e, quando possível, sendo levado pela família para reviver momentos no mar em uma cadeira adaptada.
Joaquim construiu uma grande família ao lado da esposa Nice, com quem está há 63 anos de casamento. É pai de 11 filhos, avô de 22 netos, bisavô de 22 bisnetos e tataravô de 2 tataranetos.
Ao final da conversa, deixou uma reflexão simples e profunda: o segredo da vida, segundo ele, não foi ter tudo o que queria, mas sim aprender a amar cada momento vivido e valorizar o que tem hoje.


