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Terreno abandonado vira foco de medo no Gravatá, em Penha

Comerciantes afirmam que há episódios frequentes de ameaças e que moradores e turistas evitam passar pela área
Por Matheus Carvalho - Santa Catarina
05/02/2026 08h39 - Atualizado em 05/02/2026 08h39

Moradores e comerciantes do bairro Gravatá, em Penha, relatam que convivem há anos com insegurança provocada por um terreno abandonado localizado ao lado da ponte que liga o Gravatá de Penha ao Gravatá de Navegantes.

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Segundo os relatos, o local tem servido de abrigo para pessoas em situação de rua e usuários de drogas. Comerciantes afirmam que há episódios frequentes de ameaças e que moradores e turistas evitam passar pela área, principalmente à noite.

“Todo mundo vive com medo. Já teve cliente que deixou de vir por causa disso. A situação só piora”, contou um comerciante da região.

O secretário de Assistência Social de Penha, Diogo Silva, falou sobre o problema em entrevista ao repórter Matheus Carvalho e explicou que o impasse se arrasta há mais de oito anos.

De acordo com ele, as equipes da prefeitura já tentaram abordagem social, mas os ocupantes do terreno recusam qualquer tipo de ajuda.

“Infelizmente, essas pessoas não aceitam apoio do município para buscar trabalho ou sair dessa condição. Preferem permanecer como estão. Ao mesmo tempo, a prefeitura fica de mãos atadas porque se trata de um terreno particular, em área de preservação permanente. Existe um proprietário que não toma nenhuma providência e ainda impede o município de entrar no local”, afirmou.

Diogo Silva informou ainda que o IMAP já esteve na área e que o dono do terreno será responsabilizado.

“O proprietário tem responsabilidade sobre a área. Se a prefeitura não pode entrar, ele precisa agir. Ele será notificado e, caso não tome providências, pode receber multa que chega a até R$ 50 mil. Cada um é responsável pela sua terra, e alguma medida precisa ser tomada”, completou o secretário.

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